Associação Latino-Americana de Energia RenovávelFundada em 2018 · Sede em São Paulo, Brasil
Blog · Análises e posições

Inteligência regulatória e leitura institucional do setor.

Análises de regulação, posições oficiais, boletins setoriais e cobertura de eventos. Conteúdo aberto e — para associados — relatórios técnicos de profundidade.

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Regulação12 out 2026

Reformas do setor elétrico aceleram a transição renovável no Brasil

O Brasil avança em uma agenda de reformas do setor elétrico que deve acelerar a participação das fontes renováveis na matriz, segundo análise da GlobalData. As mudanças em discussão — abertura do mercado livre, revisão dos mecanismos de contratação de energia e modernização da regulação da transmissão — reduzem incertezas regulatórias e ampliam a previsibilidade para investidores de longo prazo. Como maior mercado de energia da América Latina, o Brasil tende a funcionar como referência: os ajustes adotados aqui costumam orientar as discussões regulatórias dos países vizinhos. Para o setor, o desfecho das reformas pode destravar um novo ciclo de projetos eólicos e solares de grande porte, com efeitos sobre toda a cadeia regional de suprimentos e financiamento. A ALAGER acompanha a agenda regulatória brasileira com atenção, por entender que regras estáveis e a abertura gradual do mercado são condições centrais para o aprofundamento da integração energética na região.

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Mercado12 out 2026

Peru atrai aposta de US$ 420 milhões em armazenamento de energia

O setor elétrico peruano registra um movimento relevante: uma aposta de US$ 420 milhões em projetos de armazenamento de energia, sinalizando o amadurecimento do mercado para além da geração solar e eólica. Segundo fontes do setor, a entrada de capital em sistemas de baterias no Peru reflete a busca por flexibilidade e confiabilidade da rede em um país que amplia rapidamente sua capacidade renovável. O armazenamento é hoje o elo que faltava para dar firmeza à geração intermitente e reduzir a dependência de térmicas nos horários de ponta. Para a América Latina, o caso peruano reforça uma tendência regional: após o ciclo de expansão eólica e solar, o investimento se desloca para a infraestrutura que garante a integração segura dessas fontes. A ALAGER vê no avanço do armazenamento um vetor estratégico para a confiabilidade dos sistemas elétricos da região.

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Mercado12 out 2026

Genneia amplia o financiamento verde à transmissão na Argentina

A Genneia, principal geradora de energia renovável da Argentina, passou a incluir ativos de transmissão em seu arcabouço de financiamento verde, segundo informações do setor. O movimento amplia o escopo dos instrumentos sustentáveis — antes concentrados em projetos de geração eólica e solar — para a infraestrutura de rede, peça essencial para escoar a crescente capacidade renovável do país. A decisão ocorre em um contexto de recuperação do apetite por investimentos na Argentina e sinaliza que o financiamento verde amadurece, deixando de se limitar à geração para alcançar o sistema elétrico como um todo. Para a América Latina, trata-se de um precedente relevante: incorporar a transmissão ao financiamento sustentável pode destravar recursos para um dos principais gargalos da transição energética regional. A ALAGER acompanha o caso como exemplo de como instrumentos financeiros inovadores podem acelerar a expansão da infraestrutura necessária à integração.

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Posições12 out 2026

Sociedade civil se posiciona como aliada da transição energética justa na América Latina

Organizações da sociedade civil da América Latina e do Caribe formalizaram sua disposição de atuar como aliadas de uma transição energética justa e popular, em um gesto que reforça a dimensão social da agenda climática regional. Segundo fontes do setor, o posicionamento ocorre em meio a debates sobre como garantir que a expansão das renováveis gere empregos, reduza desigualdades e respeite os territórios e as comunidades locais. A transição justa deixou de ser tema periférico e passou a integrar o núcleo das discussões sobre o futuro da energia na região, à medida que novos projetos eólicos e solares avançam sobre áreas com forte presença comunitária. Para as empresas e associações do setor, o engajamento da sociedade civil representa tanto um desafio de licença social quanto uma oportunidade de construir projetos mais legítimos e duradouros. A ALAGER reconhece a centralidade do diálogo social para a sustentabilidade da transição energética latino-americana.

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Regulação08 out 2026

Regulação segue como principal entrave ao avanço do armazenamento em baterias na América Latina

A expansão dos sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) na América Latina esbarra, antes de tudo, em um marco regulatório ainda incipiente. Relatórios recentes do setor apontam que a ausência de regras claras para contratação, remuneração e despacho segue como o principal fator limitante ao crescimento da tecnologia na região, a despeito da queda de custos e do crescente interesse de investidores. Enquanto o Chile consolida metas e projetos concretos, outros mercados ainda carecem de definições sobre como os sistemas de armazenamento serão reconhecidos em leilões de capacidade. A ALAGER avalia que a consolidação do BESS depende de sinais regulatórios de longo prazo, capazes de converter a redução de custos em um ciclo sustentado de investimentos. Sem marcos que valorizem os serviços de flexibilidade e capacidade prestados pelas baterias, a região corre o risco de repetir o atraso regulatório que historicamente acompanhou a integração das fontes variáveis.

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Mercado08 out 2026

Projetos eólicos no Brasil, Chile e Peru impulsionam oportunidade de crescimento de 120 GW na América Latina

Levantamentos recentes sobre o pipeline de projetos eólicos na América Latina indicam uma carteira de oportunidades da ordem de 120 GW, com Brasil, Chile e Peru à frente da expansão. A combinação de leilões já contratados, novos marcos de transmissão e o avanço da geração distribuída sustenta a retomada do segmento, que concentra a maior parte da capacidade em desenvolvimento. A ALAGER destaca que o tamanho da oportunidade, por si só, não garante a execução: a materialização do pipeline dependerá de financiamento competitivo, licenciamento previsível e da expansão da infraestrutura de conexão. O ciclo atual também expõe a importância de diversificar geograficamente os investimentos, reduzindo a dependência de um único mercado. Se as condições regulatórias se mantiverem estáveis, a energia eólica pode consolidar-se como a principal âncora de nova capacidade renovável na região nos próximos anos.

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