Regulação17 set 2026
Leilão de reserva de capacidade recebe quase 300 GW em projetos de armazenamento no Brasil
O leilão de reserva de capacidade do Brasil — o primeiro dedicado ao armazenamento em baterias — recebeu inscrições de quase 300 GW, volume que supera em muitas vezes a demanda contratada. O número, reportado por fontes do setor, confirma o apetite de fabricantes e desenvolvedores por um mercado que começa a ganhar escala regulatória. A entrada de players globais como a CATL sinaliza que o armazenamento deixou de ser tecnologia de nicho para se tornar peça estruturante da matriz elétrica brasileira. Para a ALAGER, o desafio agora é converter interesse em capacidade efetivamente contratada, com regras de leilão que premiem confiabilidade e preço, sem repetir os gargalos regulatórios que atrasaram outras fontes na região.
Mercado17 set 2026
Fabricantes de baterias avançam na localização da produção no Brasil
A localização da fabricação de baterias avança como o próximo movimento do mercado brasileiro de armazenamento. A parceria entre a Jinko ESS e a UCB Power para produzir sistemas BESS no país, somada ao anúncio de uma aliança local da CATL, indica que os fabricantes não querem apenas vender equipamentos, mas capturar valor industrial na maior economia da América Latina. O movimento acompanha a maturação do mercado: com leilões de capacidade em curso, o Brasil se posiciona como polo de produção para atender não apenas a demanda interna, mas também a vizinhança regional. Para a ALAGER, a industrialização do armazenamento é um passo estratégico que reduz custos, gera empregos qualificados e diminui a dependência de importações em um segmento decisivo para a transição energética.
Mercado17 set 2026
Actis lança plataforma de renováveis no México ancorada em solar e armazenamento
O investidor global Actis lançou a Yeltica Energy, uma plataforma greenfield de energias renováveis no México ancorada na adjudicação de projetos de solar fotovoltaica e armazenamento em baterias. O movimento é um sinal relevante de que o capital internacional volta a enxergar o México como destino de longo prazo, após um período de incerteza regulatória que freou novos investimentos. A combinação de geração solar com BESS reflete a nova economia dos projetos: sem armazenamento, a energia solar sozinha encontra limite de valor. Para a ALAGER, a decisão da Actis reforça a tese de que a retomada do investimento na região passa por marcos regulatórios previsíveis e por modelos de negócio híbridos, capazes de entregar firmeza ao sistema e retorno ao investidor.