Regulação01 out 2026
Brasil inclui baterias no calendário de leilões de capacidade até 2029 e abre novo ciclo regulatório
O Brasil formalizou a inclusão de sistemas de armazenamento em baterias (BESS) no calendário de leilões de capacidade até 2029. A medida, antecipada por agentes do setor e confirmada por fontes próximas ao Ministério de Minas e Energia, transforma o armazenamento de um projeto-piloto em componente estrutural da matriz elétrica. Segundo estimativas de mercado, o leilão de baterias pode destravar investimentos de até R$ 57 bilhões nos próximos anos. Grandes geradoras já sinalizam participação, e fabricantes aceleram a localização da produção diante da demanda esperada. Para a América Latina, o caso brasileiro consolida um precedente: o armazenamento deixa de ser complemento para se tornar instrumento de política pública. A ALAGER acompanha a evolução do marco regulatório e avalia seus efeitos sobre a segurança de suprimento e a competitividade das renováveis na região.
Mercado01 out 2026
Chile concentra investimentos em armazenamento solar com 2,2 GWh e consolida liderança regional
O Chile avança como polo de investimentos em armazenamento de energia na América Latina. A colombiana Promigas, com atuação crescente no setor elétrico chileno, desenvolve 2,2 GWh de armazenamento associado a projetos solares, em um dos maiores movimentos privados do segmento na região. Em paralelo, a Enel Green Power concluiu uma etapa relevante do complexo Valle del Sol, com a chegada das primeiras baterias ao país. O fluxo de capital reflete o amadurecimento do marco regulatório chileno, que remunera a capacidade e viabiliza contratos de longo prazo para sistemas de armazenamento. O resultado é um ciclo virtuoso: a integração de solar e baterias reduz o curtailment e melhora a confiabilidade da rede. A ALAGER observa o caso chileno como referência para as políticas de armazenamento em toda a região.
Mercado01 out 2026
Capital transnacional movimenta renováveis na América Latina com projetos e aquisições no Chile e na Colômbia
O capital transnacional continua a redesenhar o mapa das renováveis na América Latina. A israelense Solaer assegurou US$ 65 milhões para estruturar seu primeiro projeto eólico no Chile, ampliando a presença de investidores externos no mercado chileno. Na Colômbia, a gestora brasileira Patria concluiu a venda de um parque solar para a Isagen, de controle estatal, em um movimento que evidencia o interesse por ativos maduros entre operadores regionais. As operações mostram duas faces do mesmo ciclo: novos entrantes financiam a expansão da capacidade, enquanto fundos realizam retornos em ativos já consolidados. Para a região, o sinal é de liquidez e confiança no marco regulatório. A ALAGER acompanha esses fluxos como indicador da maturidade do mercado de energia limpa latino-americano.